Conheço a Nána há alguns anos, mas nunca a vi. Fazer um caderno para a Nána, foi mais que um prazer, foi um acto de carinho como quem faz um bolo para uma amiga que vem jantar....
Eu não sei o que ela vai escrever nele, mas acredito que escreva em frente ao mar. Porque para mim a Nána é uma princesa que mora no meio do mar da Arrifana. E em segredo, escreve histórias fantásticas para o F. enquanto se senta na areia a olhar para casa.
"Então, eu criei aquele hábito de todas as tardes vir caminhando até à casa grande, com todas as cautelas, e instalar-me junto à varanda, de onde podia ouvir o Sr. Chopin tocando piano. Por nada deste mundo eu trocava aqueles fins de tarde e a ninguém tinha contado o meu segredo, porque o meu pai tinha-me ensinado que a música, quando é verdadeiramente grandiosa, tem de ser escutada a sós e em silêncio."